Casa nova
A mudança de vida que o novo estatuto representa implica normalmente uma casa nova, ou pelo menos, um novo espaço onde vamos começar uma nova vida. E vida nova, casa nova.
Já não há desculpas para uma casa de homem ser um monte de caixas e coisas desgarradas umas das outras. Tratar do ambiente geral da casa implica, acima de tudo, dar-lhe um cunho pessoal e transformá-la no “seu” espaço, onde se sinta bem ao final do dia, onde possa receber visitas e impressionar pelo cuidado e pelo bom gosto.
Goze o espaço
A maioria das pessoas, quando se casou e mudou de casa, entrou pela primeira vez num espaço já preenchido, com base em conceitos teóricos e com pouca experiência do dia-a-dia para tomar as decisões mais acertadas sobre a localização das coisas.
Muitas vezes falta uma noção da ergonomia do espaço. Algo tão simples como perceber que aquela cadeira naquele sítio nos obriga a dar uma guinada de rins para não lhe tocarmos ou que afinal os pratos estão na prateleira errada.
Aproveite a oportunidade para construir um espaço à sua medida e à medida da sua vida. Não caia na tentação de adquirir conjuntos de mobília inteiros antes de perceber o que realmente faz sentido ou falta.
Vazio é cheio
Espaço vazio não significa obrigatoriamente espaço para encher. Deixe a casa respirar. Tenha só os móveis essenciais. Para a sala, um sofá, um puf no chão, uma mesa de jantar e 4 cadeiras, uma estante e um móvel para os electrodomésticos da sala parecem-nos mais que suficiente e podem ser adquiridos por partes. Para o quarto, para além da cama, um bom roupeiro e uma mesa de cabeceira (ou duas).
Prioridades
Defina prioridades para as aquisições. Se a cozinha não está equipada, esta deve ser a prioridade máxima, incluindo uma máquina de lavar e secar roupa. Pode ser mais cara mas vai perceber as vantagens quando chegarem os dias de chuva intensa.
Soluções intermédias
Enquanto o dinheiro não sobra para poder adquirir o resto das coisas, tem sempre várias soluções intermédias, com mais ou menos custo. A primeira são os sotãos das avós. Ainda existem alguns. Quem diz avó, diz mãe, diz arrecadações de amigos. Existe sempre algum elefante branco longe da vista e a pedir uma segunda oportunidade a custo zero.
As feiras de velharias ou as vendas de associações do género ’Emaús’ ou ‘Reto à Esperança’ são também um bom princípio. Se a penúria não é assim tão grande, as visitas aos grandes armazéns de móveis são a solução mais simples.
A casa é sua
Faça dela o que bem entender, mas faça. Se nunca viveu sozinho, aproveite a oportunidade de ter uma casa só para si. Vai ver que não se arrepende. E lá diz o o velho ditado feminino “A homem independente, ferra o dente”.

