Sozinho mas não solitário
O homem (sim, sim, já sei que me “esqueci” do “H” mas, neste caso, é mesmo o homem) é um ser sociável. E decerto que você gosta de estar com os amigos, mandar umas piadas no escritório mas, às vezes, esquecemo-nos que, para continuarmos a reunir aquelas características que nos tornam únicos, precisamos de um tempo para nós mesmos.
Portanto, ponha de lado algum tempo para si. Estar sozinho não é o mesmo que se sentir sozinho. Olhe para estes momentos de um ângulo completamente diferente e aproveite para se (re)descobrir.
Mas porque é que eu haveria de querer estar sozinho?
Pense positivo, estando sozinho pode relaxar. relaxar completamente, ser você mesmo, com todas as manias irritantes (e algumas socialmente incorrectas). Abstraia-se de todos os problemas e pessoas e concentre-se em si. O que lhe apetece fazer, quando lhe apetece fazer. Escolha o seu ritmo e deixe-se levar pelas suas vontades e desejos.
Aprenda a ser independente
Estar sozinho também o obriga a aprender a ser auto-suficiente, o que aumenta a sua produtividade e auto-satisfação. Além do mais, a partir do momento em que se sentir auto-suficiente e contente consigo próprio, vai ver que tudo na vida terá um ângulo diferente e que os impossíveis eram impostos pela sua própria cabeça. Sempre quis aprender italiano? Tirar a carta de moto? Agora é o momento de o fazer!
Tudo no lugar: ponha a sua vida em perspectiva.
Ponha o seu dia, a sua semana, o seu ano em perspectiva. Na ausência de alguém que influencie a sua opinião, é livre para reavaliar as suas prioridades quer sejam na sua vida profissional, amorosa ou até social.
Mas… Onde “arrumo” esse tempo na minha agenda???
Não é preciso desligar o telemóvel ou suspender a agenda por todo o dia. Não precisa sequer de viajar para os antípodas de modo a não ser incomodado. Comece por coisas pequenas. Quinze minutos, meia hora, aqui e ali e, logo que puder, tire uma tarde para si.
E o que faço com o tempo?
Bom, isso depende de si mas aqui vão algumas sugestões:
Faça exercício. Mas daquele tipo que o leva realmente a algum lado. Faça jogging, caminhe ou pegue na bicicleta. Se não gosta de se mexer muito, aproveite para jogar uma partida de golf.
Conduza sem destino. Ponha o seu cd favorito e conduza sem destino. Ou até àquela terra que gosta particularmente ou até àquela parte da cidade que mais o cativa. Lembre-se é que este conselho é capaz de não dar muito resultado se o fizer em hora de ponta ou aos domingos…
Saia de casa. Já há meses que pensa em comprar um casaco, ir àquela loja de música ou ver um novo gadjet para si. Aproveite este tempo para o fazer. Se tiver um hobby em particular, enlouqueça e visite todas as lojas que puder sobre isso. Aproveite ainda para ir a um concerto ou ao cinema.
Procure a natureza. Não há nada mais relaxante que a natureza. Vá até um parque, um lago, um rio, escolha um local recôndito, de modo a não se cruzar e a não ser incomodado por ninguém e disfrute da calma.
Fique em casa. Encomende o jantar, desligue os telefones e entretenha-se em casa. A ver aquele filme que alugou, que já deve ter uma multa de atraso no clube de vídeo.
Faça algo criativo. Não precisa ser o próximo Picasso mas dê uso à máquina fotográfica que está a ganhar pó na prateleira (aconselho particularmente os nus – artísticos, pois concerteza), pinte, faça um filme, pegue na guitarra que está a desafinar no canto do quarto.
Faça o que fizer, pare para ver como é o mundo, do local onde você se encontra.


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