A menina dança?…
A dança é, sobretudo, uma forma de sedução. Se se entusiasma com uma exibição de dança do ventre saiba que não há mulher que resista a um solo de flamenco à Joaquin Cortés.
É sempre altura de fomentar o seu potencial sedutor.
Sugerimos-lhe um tango ao som de Piazola… ou, quem sabe, uma valsa de Strauss para uma abordagem mais romântica. Os efeitos podem ser surpreendentes. Mas há que seguir preceitos e regras. Libertar constrangimentos e ansiedades…
Nós ajudamo-lo a dar os primeiros passos.
Ó Malhão, Malhão…
Desde tempos imemoriais que a humanidade estabeleceu na dança, um modo de comunicação que, enquanto forma de expressão corporal, se rege por códigos e esquemas específicos, mais ou menos complexos, que lhe atribuem identidades e estilos diversos. Mas é, sobretudo, expressão cultural. Os brasileiros têm o samba, os argentinos o tango, os austríacos a valsa, nós temos… o vira e o fandango…
Virou
Se outrora, a dança tinha um carácter místico e estava muito associada a rituais religiosos, hoje em dia, é muito mais uma forma de expressão de afectos, sentimentos entre as pessoas, e essencialmente, uma expressão social de comemoração e festividade.
É neste contexto que surge o conceito “danças de salão”.
Ao longo da sua vida já se terá, certamente, confrontado com esta modalidade de dança. Ou porque terá visto exibições de pares dançantes na televisão. Ou porque, nalgum momento, viu-se desafiado a dançar uma valsa ou um tango… Perante esta última situação, revelou-se um cepo, ou, pelo contrário, as coisas correram-lhe bem e entusiasmou-se…
De facto, todas as pessoas têm ritmo. A facilidade ou dificuldade em expressá-lo está, apenas, na maior ou menor capacidade que temos em nos descontrairmos. Somos nós que nos impomos obstáculos.
Há, assim, que aprender a dançar. Mas há que ter noção de que o primeiro passo não está nos pés. Está sim, na nossa capacidade em tornar o nosso corpo cúmplice das nossas vontades. Para começar, apenas isso.
Depois, as coisas vão-se complexificando…
A condução
Este é um item fundamental. Obedece a uma simples regra: o cavalheiro deve conduzir o seu par de forma coerente e elegante. Há que transmitir certeza e convicção. Quem conduz deve realizar todos os movimentos de pernas e mãos de forma clara, para que a dama seja susceptível às vontades do parceiro e compreenda, claramente, os passos a executar.
Os sapatos
Também a escolha dos sapatos é muito importante. Eles definem muita da sua agilidade. Já pensou como seria rodopiar com uns ténis calçados? É fundamental que use uns sapatos com sola de couro. E, de preferência, de tacão de cerca de 4 cm.
E pronto…
Com estas noções básicas sobre danças de salão e de sapatinho escolhido está, decididamente, preparado para enfrentar a pista… e o seu par…
Por todo o país há colectividades onde pode aprender as “danças de salão”. É uma questão de procurar.
Em Lisboa é impossível não citar a Alunos de Apolo, uma instituição de referência. Faça-lhes uma visita em: http://www.alunosdeapolo.com/
Boa sorte!

